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sábado, 7 de junho de 2014

Credibilidade na Web


Por Rachel Maux

Fonte: Google Imagens
A Internet permitiu às pessoas de todos os lugares a possibilidade de serem ouvidas e de se fazerem ouvir. Seja por meio de blogs, vídeos, imagens, redes sociais ou quaisquer outros recursos, todos os dias as informações produzidas por esses autores “anônimos” aumentam exponencialmente. Mas quanto aproveitamos dessas informações? Quantas são realmente confiáveis?
Com o crescimento e disseminação das redes sociais e portanto, com o compartilhamento massivo das informações, checar as notícias torna-se mais do que uma necessidade, torna-se uma obrigação do leitor para minimizar os problemas advindos da grande repercussão que o fato alcança no ambiente virtual. Quem não se lembra de casos famosos como o da Escola Base em São Paulo, ou mais recentemente,  dos justiceiros do Guarujá que lincharam uma dona de casa inocente?

Fonte: Google Imagens
É ao internauta que cabe, agora, parte da responsabilidade de fazer o que antes era realizado exclusivamente pelas  mídias tradicionais - jornais, TV e sites de notícias. Reportar sempre fontes confiáveis, críveis e diversificadas das informações, antes de repassá-las adiante de forma instantânea. A checagem era uma prática diária básica do jornalismo, hoje porém deve ser parte integrante de qualquer rotina na web.


Saber interpretar o fato, a notícia que se está recebendo, também é fundamental. Com a rapidez com que somos inundados por uma avalanche diária de informações, saber dimensionar de forma crítica o mundo de dados à nossa volta, é o primeiro passo para a conquista de credibilidade e relevância.
Fonte: Google Imagens
O sensacionalismo presente no mundo virtual, como parte integrante das tentativas de persuasão e de destaque em um universo tão vasto, também confundem e afastam os leitores críticos. Diversificar as fontes de informação disponíveis, mesclar fontes independentes com os portais tradicionais auxiliam na busca da veracidade do fato.

Recentemente o diretor gaúcho Jorge Furtado lançou um documentário onde analisa o papel da imprensa atual e as mudanças na maneira que consumimos as informações e o que o futuro nos reserva. O documentário" O Mercado de Notícias" ganhou o prêmio de melhor Doc. no CinePe Festival do Audiovisual, agora em abril, e se baseia na peça homônima do dramaturgo inglês Ben Jonson (1572-1637), que critica de maneira bem humorada o jornalismo. Jorge Furtado, fundador da Casa de Cinema de Porto Alegre, reuniu  em seu projeto 13 jornalistas renomados que discutem o papel da mídia nos tempos atuais, onde a sede por informação é cada vez maior. Confira o Trailer.
Elenco da peça O Mercado de Notícias, Porto Alegre, 2014.




Evite compartilhar gato no lugar de lebre

Alertas e dicas para divulgação de notícias na web

Por Maeva Vieira

O acesso à internet hoje está mais fácil e acessível para todos - através das redes sociais somos informados a todo momento sobre os mais variados assuntos. Sejam notícias, fofocas, informação relevante ou informal, é sempre bom termos atenção ao site/blog/página para não nos tornarmos um propagador de mentiras na web. Com tantas informações diferentes e opiniões ao nosso redor, fica simples expressarmos nossa opinião em vários lugares e recebermos também questionamentos.
É muito comum nos depararmos com algo que seja duvidoso ou irreal. Com isso nos encontramos em situação que deve ser revista por nós que consumimos e divulgamos as informações na web: Há bom senso na hora de compartilhar? Lemos as notícias em sua totalidade verificando as fontes, ou nos contentamos simplesmente com um título polêmico?

Esses e outros questionamentos devem ser feitos antes de qualquer notícia ser dispersa na web - a ausência de filtros prévios pode trazer grandes constrangimentos, ofensa e comprometer a reputação de uma pessoa ou instituição. Não acredite em tudo que lê ou é compartilhado por qualquer canal, seja atento e procure sempre fontes confiáveis antes de qualquer divulgação.

PERGUNTAS IMPORTANTES A SE FAZER SOBRE A VERACIDADE DE UMA INFORMAÇÃO

  • Quem é autor desta informação? Pode não ser o responsável pela divulgação ou compartilhamento. Seu amigo, por exemplo, pode ter repassado uma notícia ou boato para você, mas isso não quer dizer que ele tenha sido o autor.
  • A informação resulta da opinião pessoal de alguém ou é de alguma instituição específica?
  • A origem do conteúdo é conhecida?
  • A informação não contém erros?
  • Qual a real data da publicação do conteúdo? Pode não ser a data em que a divulgação foi feita. Muitas vezes, um boato ou lenda surge de tempos em tempos, travestida como algo recente.



Imagem Google